quarta-feira, 10 de maio de 2017

Mulher é indiciada por morte de duas crianças e uma adolescente por envenenamento na PB

Imagem: Divulgação/Polícia Civil
A agricultora Vânia Maria da Silva, de 44 anos, foi indiciada pela Polícia Civil pelo homicídio qualificado pelo emprego de veneno de duas crianças - de seis e de nove anos -, uma adolescente de 12 anos. Segundo o delegado Eduardo Portela, além do envio do inquérito ao Ministério Público, foi protocolado um pedido de conversão da prisão temporária da suspeita em preventiva. Outro inquérito, sobre a morte de uma jovem de 20 anos, segue em fase de investigação.


A suspeita foi apresentada pela polícia no dia 11 de abril, em Campina Grande, após ser presa na cidade de Itabaiana, no Agreste da Paraíba, suspeita de matar quatro pessoas envenenadas com chumbinho. Todas as vítimas tinham vínculo de amizade ou familiar com a suspeita e foram mortas entre dezembro de 2016 e fevereiro deste ano.

De acordo com o delegado Portela, é difícil chegar à motivação dos crimes porque a agricultora não os confessa. Porém, ele acredita que uma frustração tenha a levado a cometer os assassinatos. Segundo ele, antes dos envenenamentos, Vânia enfrentou duas mortes naturais de pessoas próximas.

“Houve duas mortes ligadas a ela, que foram diagnosticadas como morte natural. Um bebê [filho de umas das vítimas] e uma sobrinha gestante morreram na casa dela, em outubro. Talvez seja uma frustração, por ela estar ficando mais velha e sozinha e não estar cuidando de outra criança”, disse o delegado.

O advogado de Vânia Maria nega a autoria do crime, afirmando que "há evidências, mas não há provas concretas para incriminá-la".

Relembre o caso

Segundo o delegado Felipe Castelar, Vânia colocou o veneno em alimentos. Ela era madrinha de uma das vítimas, a adolescente de 12 anos, e amiga das famílias das crianças de seis - que foi envenenada no dia do próprio aniversário - e de nove anos.

De acordo com a Polícia Civil, todas as vítimas foram mortas da mesma maneira e tiveram contato com a agricultora antes do crime. As quatro vítimas apresentaram sintomas de cegueira, náuseas, vômitos e dificuldade de respiração e equilíbrio, entre outros.

“Pessoas ouvidas pela Polícia Civil relataram que a senhora Vânia Maria da Silva esteve nos locais onde as pessoas ingeriram os alimentos envenenados. Em alguns casos, ofereceu o alimento”, explicou o delegado, que estava acompanhado de Raquel Azevedo, chefe do Núcleo de Laboratório Forense.

O Instituto de Polícia Científica (IPC) apresentou os laudos que confirmam que foi utilizado chumbinho em todos os assassinatos.


G1

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