sábado, 7 de maio de 2016

Padrasto asfixia bebê após tentar matar outras duas crianças


Um homem de 30 anos é suspeito de matar a enteada de um ano e oito meses asfixiada em Porto Alegre (RS). Outras duas crianças também foram vítimas do padrasto. Uma delas chegou a ser pendurada em um balanço. A outra, ficou 45 dias internada no hospital. O homem foi preso.


Rafael dos Santos e Angélica ficaram juntos por alguns anos, tiveram dois filhos e se separaram. Durante o tempo de dez anos em que estiveram separados, ela teve outras três filhas. Pouco tempo depois, o casal voltou a morar junto com os cinco filhos em um conjunto na zona sul de Porto Alegre. Segundo conhecidos, a relação dos dois era doentia, com muitas brigas e traições.

Na frente da mulher, Santos fingia conviver bem com as enteadas. Porém, quando a mulher saía de casa, ele espancava as crianças — de um ano e oito meses, seis anos e nove anos. Os maus tratos eram frequentes. As crianças reclamavam, mas não eram ouvidas.

Recentemente, Angélica conseguiu um emprego num restaurante. No dia do crime, ela voltou de madrugada e passou na casa da irmã para ajudá-la a fazer tranças.

Quando voltou para casa, a mulher encontrou a filha mais nova desacordada no quarto. Ela levou a menina para o hospital, mas a vítima já estava morta. A causa da morte foi asfixia. A delegada responsável pelo caso diz que o homem age de maneira fria e não demonstra sentimento pela enteada morta. O homem nega o crime.

Duas semanas antes, uma das irmãs, de nove anos, foi encontrada desmaiada na pracinha perto de onde a família mora. Ela estava pendurada com uma mangueira de chuveiro no balanço. Em depoimento, a menina confirmou ter sido pendurada pelo padrasto e afirmou que o mesmo já tinha tentado sufocá-la em outras ocasiões. A outra enteada de seis anos também foi vítima das agressões e chegou a ficar 45 dias internada com lesões no fígado.

O homem respondia por inquérito desde 2012. Mas só foi preso agora após a morte da menina Sophia. Segundo uma vizinha, a mulher não voltou mais para casa depois da morte da filha. Um conhecido afirmou que a mulher, por diversas vezes, defendia o marido das acusações de maus tratos. Inclusive, ela chegou a perder temporariamente a guarda das meninas.


Imagem:  Montagem/ R7/ Reprodução/ Rede Record 
Com R7

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