domingo, 8 de novembro de 2015

CHACINA: Quatro pessoas da mesma família são assassinadas neste domingo (8)


Uma chacina em um sítio no bairro de Guaxuma, em Maceió, neste domingo (8), resultou na morte de quatro pessoas da mesma família. De acordo com a Polícia Militar, o caseiro do sítio, a esposa dele e dois filhos, um menino de 2 anos e uma menina de 9 anos, foram mortos. Um outro filho do casal, um menino de 5 anos, sobreviveu.


O Batalhão de Polícia de Eventos (BPE) foi acionado ao local. As vítimas foram identificadas como Esvaldo da Silva Santos, 22 anos, Genilza Oliveira da Paes, 27 anos, e as crianças Maria Eduarda, e Guilherme. A PM informou que ouviu no local algumas pessoas, mas ninguém foi preso até a última atualização desta notícia.

De acordo com o BPE, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), prestou atendimento médico ao sobrevivente, que não pode ter o nome divulgado, e o encaminhou ao Hospital Geral do Estado (HGE), no bairro do Trapiche. O hospital informou que a criança sofreu um corte na face e outro na cabeça e precisou ser submetida a cirurgia.

Os corpos foram encontrados do lado de fora da residência. A mulher foi encontrada amarrada e vestindo apenas blusa e calcinha. O corpo da menina de 9 anos também foi encontrado só de calcinha. Ainda segundo a polícia, as vítimas foram mortas a golpes de facão.

De acordo com o cabo Marcos, do BPE, é possível que mais de uma pessoa tenha cometido o crime.

"Os corpos estavam espalhados. O homem estava com o braço mutilado e quase sem cabeça. A mulher teve cortes profundos na cabeça e teve as mãos amarradas. As crianças também tiveram cortes", afirma.

Ainda segundo o BPE, a família recebeu ameaça do antigo caseiro do local.

"Ele foi demitido por embriaguez, aí o Esvaldo foi contratado. Mas testemunhas disseram que ele [o ex-caseiro] esteve aqui com mais cinco pessoas para ameaçá-lo. Vamos investigar para saber se ele tem ligação [com o crime]", afirma o cabo Marcos.

O secretário da Segurança Pública, Alfredo Gaspar, também foi ao local do crime e disse que o caso será tratado como prioridade. "É uma verdadeira tragédia. Uma brutalidade sem explicação. Estamos todos muito chocados. Ainda não temos uma linha de investigação, vamos analisar todas as possibilidades. Mandei vir o canil do Bope e vamos ter apoio do Grupamento Aéreo", afirma.

Equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas ao local para realizar os procedimentos necessários à investigação e fazer o recolhimento dos corpos. Policiais da Operação Litorânea Integrada (Oplit) também atenderam à ocorrência.


Imagem: Michelle Farias 
G1

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