terça-feira, 27 de outubro de 2015

Contas vencidas durante greve dos bancários podem ser pagas até quinta


Contas vencidas, mas que não tenham sido pagas durante os 21 dias de greve dos bancários podem ser pagas sem cobrança de juros até quinta-feira (29), segundo liminar concedida pela Justiça em atendimento a um pedido do Procon-JP. A categoria retornou ao trabalho nesta terça-feira (27), já novo horário, modificado pelo horário de verão, abrindo as portas das agências das 9h às 15h.


A decisão garante aos consumidores um prazo de 72 horas após o retorno dos bancários ao trabalho para o pagamento sem ônus e o descumprimento pode acarretar multa diária de R$ 20 mil. o secretário do Procon-JP, Helton Renê, explica que a liminar reitera os direitos do consumidor. “A decisão judicial resguarda os consumidores de arcar com o ônus de uma situação em que ele não tem qualquer ingerência, como é o caso da greve, que diz respeito apenas aos bancários e bancos”, ressaltou.

Decisão

Os bancários das agências privadas, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil de toda a Paraíba decidiram encerrar a greve que acontecia desde o dia 6 de outubro. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (26) durante duas assembleias, que aconteceram em João Pessoa e Campina Grande.

Segundo o Sindicato dos Bancários da Paraíba, apenas os servidores do Banco do Nordeste (BNB) decidiram manter a paralisação.

Durante as assembleias, os trabalhadores dos bancos privados, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil aceitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 10% de reajuste salarial e 14% de aumento no vale refeição e na cesta alimentação. O fim da greve foi uma orientação do comando nacional de greve, acatado pelos trabalhadores presentes nas assembleias realizadas pelos sindicatos locais.

Pauta

O movimento grevista nacional dos bancários reinvindicava um reajuste salarial de 16%, que abrangia a reposição da inflação e um ganho real de 5,7%.

Eles ainda pediam Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82, piso salarial de R$ 3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho), Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação (pagamento para graduação e pós-graduação) e vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 788 ao mês para cada.

Em relação às condições de trabalho, eles exigiam o fim das metas abusivas e do assédio moral e fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

No quesito segurança, os bancários reinvindicavam permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas e abertura e fechamento remoto das agências, com fim da guarda das chaves por funcionários.

Eles ainda queriam o fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações, além da ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que coíbe dispensas imotivadas.

Imagem: Walter Paparazzo
G1

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