sexta-feira, 17 de julho de 2015

Mundo: Piloto morre e F-1 vê a primeira morte após Ayrton Senna

Imagem: Reprodução/Internet
O piloto Jules Bianchi morreu na noite desta sexta-feira após nove meses internado. O francês de 25 anos estava em coma desde outubro do ano passado, depois de sofrer um grave acidente no Grande Prêmio do Japão, em Suzuka.

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Bianchi estava internado no hospital em Nice, perto da casa de seus pais, no sul da França. É a primeira morte em uma corrida de Fórmula 1 desde a do tricampeão Ayrton Senna em Ímola, em maio de 1994 - um dia antes, o austríaco Roland Ratzenberger também morreu após um acidente no circuito italiano.

"É com profunda tristeza que os pais, irmão e irmão anunciam a morte de Júlio", diz a nota da família. "Ele lutou até o final, como sempre, mas a sua batalha terminou. É uma perda enorme e indescritível. Agradecemos a todos, médicos que cuidaram, amigos e familiares", completa.

Após a confirmação da morte, a Marussia prestou uma homenagem ao francês. "Estamos devastados por perder Jules após uma dura batalha", escreveu em sua conta no Twitter. "Foi um privilégio tê-lo em nossa equipe."

Bianchi bateu sua Marussia em um trator de recuperação sob chuva e luz fraca. Com o impacto, o francês sofreu graves lesões na cabeça.  Nas semanas seguintes ao acidente, o piloto iniciou um trabalho de fisioterapia. Na ocasião, ele continua inconsciente, respirando sem a ajuda de aparelhos.

Há menos de uma semana, o pai do piloto, Philippe Bianchi, disse que não estava otimista em relação ao estado de saúde de seu filho. "O tempo passa e isso faz com que sejamos menos otimistas do que três meses depois do acidente, quando podíamos esperar uma evolução maior. É preciso manter os pés no chão e nos dar conta da gravidade da situação", disse à rádio France Info.

Jules Bianchi, de 25 anos, era piloto titular da Marussia desde 2013 e disputou 34 GPs, somando dois pontos no Mundial de F-1.

Relatório

Dois meses depois do acidente, a FIA divulgou um relatório sobre o acidente. Segundo a entidade, o piloto francês e sua equipe cometeram uma série de erros que culminaram no acidente.

O relatório também apontou que o carro de "Bianchi já estava saindo da pista antes e teria batido o carro em outro lugar, mas o guincho estava na frente, infelizmente". Além disso, a FIA citou que o carro de Bianchi tinha um "design único incompatível com o sistema de correção de eventuais falhas mecânicas".

O relatório afirmou que Bianchi pisava no freio e no acelerador ao mesmo tempo, além de frisar que "se os pilotos respeitassem a situação de bandeira amarela dupla, não haveria riscos".

Homenagens

Desde o acidente com Bianchi, pessoas ligada à Fórmula 1 continuou mencionando o nome de Bianchi, além de enviar algum tipo de apoio à família. As citações estiveram em vários carros e em tweets constantes dos pilotos, normalmente usando a hashtag #ForzaJules.

No GP da China, em abril deste ano, Bianchi foi homenageado pelo também francês Romain Grosjean, que pontuou pela primeira vez desde o GP de Mônaco do ano passado. A prova de Monte Carlo foi a única em que Bianchi, que corria pela equipe com menor orçamento da F-1, chegou no top 10.

"Quando cruzei a linha de chegada, pensei muito em Jules. A última vez que eu cheguei nos pontos foi quando ele pontuou também. Acho que posso lhe dar um pouco de energia porque acredito que, se você nunca desistir, uma hora acontece", disse na ocasião.

No GP de Mônaco, em maio, todos os integrantes da Marussia usaram uma pulseira com a inscrição "MONACO 2014. P8. #JB17". A frase faz menção à oitava colocação obtida por Bianchi (número 17) no GP de Mônaco do ano passado.

Mudanças

Em janeiro, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) antecipou os horários de cinco corridas da temporada 2015: dos GPs da Austrália, Malásia, China, Japão e Rússia, como consequência do grave acidente sofrido pelo francês Jules Bianchi, no Japão.

As mudanças vieram a partir de um relatório feito pela comissão da entidade que investigou o acidente do piloto da Marussia. Segundo o grupo, é necessário que as corridas comecem, pelo menos, quatro horas antes do anoitecer - com exceção das noturnas, em que há iluminação artificial.


 UOL

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